As holdings patrimoniais sempre foram estratégias muito utilizadas por empresários, investidores e famílias como um todo. No entanto, com a nova lei de IR que altera profundamente as estruturas do sistema tributário brasileiro, fica a questão: holding ainda faz sentido?
Importante lembrar que, mesmo em meio a tantas mudanças, utilizar estratégias de planejamento sucessório ainda é algo importante. Assim, encontrar meios eficientes para que isso ainda aconteça se tornou uma ação necessária dentro da contabilidade.
Neste artigo, você irá entender qual é o verdadeiro impacto da nova lei de IR sobre as holdings e como tomar decisões envolvendo bens patrimoniais de maneira mais eficiente, segura e que estejam alinhadas à legalidade fiscal.
O que é uma holding patrimonial?
Antes de qualquer coisa, é preciso entender o que é uma holding patrimonial. Trata-se de uma pessoa jurídica cujo objetivo principal é criar e administrar bens como, imóveis, participações societárias e investimentos financeiros.
Além disso, a constituição de uma holding garante a proteção de bens, mas não só isso, pois evita conflitos familiares. Outro ponto que torna esse sistema vantajoso, é o fato de que ele também permite o desenvolvimento adequado de um planejamento sucessório.
Funciona da seguinte forma: ao transferir bens para a pessoa jurídica, torna-se possível antecipar a sucessão por meio da adoção de quotas e isso reduz a burocracia e também custos, uma vez que evita a constituição de inventários longos e caros.
Leia também: Pessoa Física Vs. Pessoa Jurídica: pontos da nova lei de IR para observar a partir de Janeiro de 2026
Como funcionava uma holding antes da nova lei de IR e seus principais benefícios
Antes da nova Lei do Imposto de Renda que passou a valer no ano de 2026, as holdings possuíam muitas vantagens fiscais. Uma das principais estava no fato de que a tributação fiscal era menor, tornando-se mais favorável sobre aluguéis recebidos por meio de pessoa jurídica em comparação à pessoa física, por exemplo.
Além disso, havia uma redução de custos com ITCMD, controle de gestão de bens e maior proteção do patrimônio familiar. Por isso, essa estratégia se tornou amplamente difundida nos últimos anos.
Holding ainda faz sentido com a nova Lei de IR?
A nova lei de IR vem causando transformações muito significativas dentro do sistema tributário. Na prática, isso quer dizer que a forma de tributação em rendimentos e estruturas patrimoniais está mudando.
Um dos pontos mais sensíveis à essa mudança são as regras aplicáveis à pessoas jurídicas, principalmente para aquelas que possuem caráter patrimonial sem função operacional.
Como a principal intenção do legislador é a de reduzir as diferenças entre impostos de pessoa jurídica e de pessoa física e considerando que as holdings são desenvolvidas principalmente visando a economia de impostos, haverá maior fiscalização, reavaliação de benefícios fiscais e combate à estruturas que são consideradas abusivas.
As holdings ainda irão valer à pena depois disso?
A primeira coisa que é preciso saber diante desse novo cenário, é que muitas holdings podem perder parte de suas vantagens tributárias. Então holding ainda faz sentido depois disso?
É importante entender que nesse novo cenário a tributação sobre lucros, dividendos ou rendimentos pode se tornar maior. Assim, será preciso um cálculo mais detalhado sobre o real benefício de se manter essa estrutura, porém, tudo deve ser analisado com muita calma.
Destaca-se também que haverá maior exigência de substância econômica. Em outras palavras, manter uma holding sem atividade efetiva e apenas com a intenção de reduzir impostos, pode não ser uma boa ideia.
Assim, a estrutura de uma holding, para que possa ter real sentido mediante às mudanças causadas pela nova lei de IR, precisa ter propósito legítimo, gestão ativa, bem como organização contábil adequada.
Outro ponto que exige bastante atenção, é nas eventuais mudanças na tributação sobre ganhos de capital e distribuição de resultados.
Ponto de vista tributário, holding ainda faz sentido?
Para empresários que estão se questionando se devem ou não manter suas holdings, é importante analisar toda a situação com calma. A holding ainda faz sentido, porém não como uma solução genérica ou automática.
Isso significa que dentro de uma nova perspectiva e buscando atender os requisitos da nova Lei de IR, torna-se necessário a realização de uma análise individual considerando:
- Perfil patrimonial;
- Composição de bens;
- Volume de rendimentos;
- Objetivo do titular.
Fato é que a economia tributária pode acontecer em muitos casos, no entanto, é preciso considerar outros benefícios na constituição de uma holding que vão além disso. Isso porque, a decisão por esse sistema implicará em elementos como organização patrimonial, governança familiar e organização da estrutura.
Assim, a conclusão se holding ainda faz sentido vai muito além da tributação e está pautada em outros benefícios.

Riscos de se manter uma holding sem revisão estratégica
Como foi possível analisar neste artigo, a opção por manter uma holding passa pela reavaliação de toda estrutura patrimonial e sua verdadeira função.
Além disso, é preciso atualizar o planejamento evitando que os custos sejam maiores que os benefícios e o sistema se torne ineficiente. Por isso, é importante fazer revisões periódicas, simulações tributárias e ter um acompanhamento profissional adequado.
A holding ainda vale a pena se os objetivos da empresa visam a organização e garantia de um desenvolvimento dentro dos parâmetros da lei.
Para que isso aconteça, pessoas físicas e jurídicas precisam tomar decisões inteligentes e contar com o trabalho de profissionais comprometidos e que entendam sobre o assunto.
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